Mineração Corrêa

A Mineração Corrêa, situada em Campos de Jordão, na divisa com Minas Gerais, foi adquirida pela Fundação Lia Maria Aguiar, por intermédio de sua fundadora, em 2006. Constituída no início do século 20, a mineradora promovia a exploração de minérios e rochas, como o mármore e a dolomita, com técnicas antiquadas e sem grande preocupação com a preservação do meio ambiente em sua área de cerca de 280 hectares, a maior delas de mata atlântica primária ou secundária (reconstituída).

Como conseqüência desse método de exploração, a área da extração do mármore apresentava um estado de grande degradação, do ponto de vista ambiental: o terreno estava erodido nas bordas e o morro apresentava apenas terra nua, desbarrancando a cada chuva. Ao ser adquirida pela Fundação, toda essa área começou a passar por um processo de recuperação ambiental, cujos resultados podem ser observados atualmente. Logo após ser adquirida pela Fundação, o local de exploração do mármore foi desativada e começou a ser recuperada ambientalmente, com a contratação de consultoria especializada em projetos nessa área e de empresas de construção também capacitadas nesse segmento. Foram implantados taludes em patamares, para conter a erosão. Sobre eles, foi plantada grama, visando a dar maior segurança na contenção dos taludes. Atualmente, o panorama é radicalmente diferente do encontrado quando da aquisição: percebe-se, visualmente, a recuperação da encosta, com benefícios ambientais.

Continua apenas a extração da dolomita, em quantidades muito menores e com manejo ambiental correto, proporcionando pedras trabalhadas para diversas utilizações: as maiores, como rachão, para contenção de encostas e em outros usos na construção civil; as médias e pequenas, em paisagismo, aquários etc., devido à sua beleza e facilidade de utilização. São selecionadas rigorosamente e entregues em embalagens adequadas.

Sustentabilidade

A Fundação adotou na Mineração Corrêa o conceito de sustentabilidade – ambiental, social e econômica – que propõe para seus projetos. Ali, além da recuperação ambiental da antiga área da exploração e da adoção de métodos de extração da dolomita ambientalmente adequados, desenvolveu-se também a recuperação de uma das duas pequenas centrais hidrelétricas, construídas na década de 1920, que foi modernizada e fornece energia para a mineradora, com sobras: produz cerca de 400 Kwh (quilowatts/hora), contra um consumo de cerca de 200 Kwh.

A outra pequena central hidrelétrica passa atualmente pela etapa de desenvolvimento de projeto que visa a modernizá-la e a ampliar sua capacidade de geração de energia – deve gerar cerca de 4,1 Mwh (megawatts/hora) de energia elétrica, suficientes para abastecer uma cidade de dez mil pessoas, quando finalizada. O projeto encontra-se em fase de aprovação nos órgãos públicos responsáveis pela área.

O restante – cerca de 4,3 Mwh - da produção será vendido no mercado livre de energia, gerando recursos para a Fundação investir em seus projetos socioambientais, culturais e de inclusão social, entre outros objetivos estatutários. A energia hidrelétrica é considerada uma fonte “limpa” para produção de eletricidade.

A Fundação também faz a análise técnico-econõmica para verificar a viabilidade de explorar comercialmente a mina de água mineral existente na Mineração Corrêa, outra potencial fonte de recursos, também ecologicamente correta.

Há ainda o projeto, em estudo, de desenvolvimento do turismo ecológico nos 280 alqueires, em sua maior parte de mata nativa, existentes na mineradora.

Ambulatório Médico-odontológico

A mineradora emprega atualmente cerca de 90 pessoas. É para eles e para os moradores do entorno, que abrange também os habitantes do município mineiro de Piranguçu, que está sendo finalizada a construção de um ambulatório, totalmente equipado, que funcionará 24 horas. Além do médico plantonista – um clínico geral –, haverá atendimento pediátrico, ginecológico e odontológico, gratuito. O ambulatório contará com uma ambulância semiUTI, para atendimentos de urgência. A previsão é de que o ambulatório seja inaugurado neste segundo semestre de 2009.

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